O Lobisomem de Caxambu

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A História do além de hoje foi enviado por um ouvinte repórter da Interativa FM 102,7. Vamos ao relato:

Pois bem, a história ocorreu em Caxambu/MG em meados dos anos 90.

O fato ocorreu com um dos meus irmãos e um amigo dele.

Em uma noite meu irmão chegou em casa todo assustado, por volta das 23:00 horas, falando coisas sem sentido e meus pais muito bravos com ele.

Eu ouvi somente os desentendimentos e ao final meu pai falando “vai tomar banho e vai deitar já falei que não é para chegar tarde, nem ficar zanzando por aí à noite!”.

Ele tomou banho, jantou e deitou-se no quarto, o quarto era compartilhado, pois somos em 7 filhos homens e 1 filha, que tinha seu quarto separado.

Dormíamos em beliches e as nossas camas ficavam paralelas, pois eram as de baixo.

Apesar de escuro e eu estar ali já faz um tempo podia perceber parte de seu semblante assustado.

Horas se passavam e ele ainda sem dormir. Foi quando eu o interpelei! “O que aconteceu?

Não quer falar sobre o que aconteceu?

Ele balançava a cabeça, recobria com o cobertor e depois ficava olhando assustado para a janela do quarto.

Perguntei novamente após alguns momentos.

E então, ele falou bem baixinho, não vamos acender a luz porque o pai e a mãe me falaram para eu não ficar falando essas “bobeiras” para meus irmãos e que eu devia era rezar.

Pois bem, ele começou a dizer que estava na casa de seu amigo de colégio que chamaremos de João, o qual também eu conhecia, pois ele frequentava a nossa casa.

Em  um determinado momento a mãe de João pediu para que ele fosse a padaria, no centro da cidade, mas isso era por volta de umas 20:00 h, que então ele saiu e foi ao centro da cidade buscar os pães, e eu fiquei conversando com os pais dele e não o acompanhei.

O trajeto era razoavelmente pequeno coisas de uns 15 minutos andando, apesar de um forte aclive para a volta.

Segundo os relatos no meu irmão, ao se passar cerca de 20 minutos de sua saída eles foram surpreendidos por fortes batidas na porta da sala, batidas estas incessantes e descadenciadas.

Os pais de seu amigo, foram receosos para abrir a porta, pois a pessoa parecia que iria derrubar a porta.

Que então o pai de seu amigo foi a porta e abriu a porta de forma a que ficasse somente uma pequena fresta entre ele a pessoa que batia. Que nesse momento o pai de seu amigo, que tinha uma boa estatura e compleição física, foi jogado ao solo e, eis que adentrou seu filho e amigo do meu irmão.

Assustado e com os olhos esbugalhados e balbuciando coisas que eles não entendiam. Como era de costume naquele tempo logo sua mãe calmamente lhe trouxera um copo de água com açúcar e depois de um tempo o observando todos foram notando que ele estava todo arranhado e com a camisa praticamente toda rasgada. Então após algum tempo, ele conseguiu recobrar sua respiração e calma relatando o que se segue:

Segundo ele, após comprar os pães veio andando pela rua distraidamente, quando, ao passar pela igreja Matriz da cidade, em sua lateral direita, onde dava acesso a sacristia.

Local que era conhecido por todos e, naquela época a iluminação era deficitária, visto que não tínhamos tantos problemas com vandalismo e segurança pública.

Mas voltando ao caso, ao passar pelo local ele disse que ouviu gemidos semelhantes ao de uma pessoa em aflição e sofrimento físico, mas que eram bem baixinhos os sons emitidos.

Então resolveu caminhar sentido ao som, e ao aproximar da penumbra da escada de acesso a sacristia (lateral da igreja), viu um vulto escuro deitado sobre a escada e ao chama-lo, “ei precisa de ajuda”. Em ato continuo, ouviu um forte rosnado, quando segundo ele um enorme animal foi ficando de pé; que parecia com um cão, mas com aspecto de homem.

Ele então ficou paralisado, não conseguindo se mexer; que a criatura então o atacou com várias investidas e nesse momento ele teria gritado e debatido contra o referido animal.

Ele nem se lembra como se desvencilhou do animal; que o ataque durou apenas frações de segundos, e que se viu então se levantando do solo, meio que engatinhando com a criatura a lhe arranhar as pernas;

Então subiu o forte aclive, gritando por socorro, e que ao olhar para trás vislumbrou a criatura de pé o olhando com um semblante de morte.

Foi  embora e correu para sua residência, sem pães, machucado, sem voz, assustado e com as vestes todas rasgadas e catatônico.

Que então ao relatar isso seu pai, o levou ao hospital, para ser medicado e então, no local, teria tomado vacina antirrábica, e os profissionais de saúde o acalmando dizendo que era apenas um grande cão das ruas.

Mas ele jurava que o animal tinha ficado de pé em sua frente e o pavor em seu rosto era notado por todos, que mesmo afirmando para ele, também podiam notar a veracidade dos relatos e de sua convicção.

Ele afirmava aos gritos que sabia o que tinha visto, que quem tinha sido atacado foi ele.

Após isso meu irmão então teria se deslocado a nossa casa, e como se tratava de cidade pequena pacata e em dia semana quase não tinha pessoa pela rua.

Segundo meu irmão ele corria assustado com a sensação de que algo também o observava, mas não sei se pela história ou pelo seu próprio medo, ele jurou que, ao chegar no portão, pois residíamos próximo à rodoviária de Caxambu, e havia lá tem um enorme barranco, cheio de vegetação; que ao chegar ao portão ouviu um forte barulho, de um grande animal, vindo se deslocando pela vegetação e, que nem abriu o portão o pulou e então chegou em casa daquela forma.

Passados alguns dias eu vi esse amigo em casa e como era criança eu perguntei a ele me conta sobre a história da igreja, foi quando ele parou de conversar com meu irmão e olhou no fundo dos meus olhos e disse “nunca mais quero lembrar disso enquanto eu viver!”.

O engraçado que a forma como ele me olhou eu vi que o fato realmente tinha acontecido e toda vez que vou a minha cidade natal olho para aquela igreja, para o local do acontecido e, sinto que algo de ruim esteve ali.

Estas criaturas estão por ai, e qualquer noite dessas você  pode dar de frente com  ela.

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